Tuesday, 17 November 2009

Metade de mim é sombra [I'm half shadow]


...a outra silêncio.

13 comments:

João Menéres said...

Se metade de ti é sombra, a outra é toda LUZ.
Luz que inspira, luz que seduz.
E não me importa com qual das metades vou ficar, pois, uma ou outra, ÉS TU !

Para este dia 17 ofereceste-me uma legenda para uma imagem que te enviei. Na minha, só há SILÊNCIO.
Não há sombra. O dia estava encoberto...
Mas há um plano assim INCLINADO, com um ponto de FUGA. As tuas são traves lisas.
As minhas são boleadas, são meios troncos.
ESTA TUA IMAGEM OBRIGA A REFLECTIR.
A minha, não.

Um beijo no SILÊNCIO ILUMINADO.

Selena Sartorelo said...

Olá L. Reis

O João foi preciso!

Parabéns aos dois.

Anonymous said...

Sim esse silêncio ... ruidoso por vezes ... sempre na sombra de ... um passado que busca o futuro ...mas a inclinação é tanta que nos impele para essa sombra ... onde lembranças de dias de verão que foram ... ruidosos ... luminosos ... vão mostrando marcas do tempo ... desse tempo que teima em nos acompanhar ... por vezes em silêncio ... por vezes como uma sombra ...
T

Clarice said...

Estas metades são deliciosamente prometedoras... é que quando se fala de sombra pensa-se inevitavelmente no sol...

*gosto destas metades que lembram as outras... e assim se contam belíssimas hiostórias.
Parabéns!!

Sandra Rocha said...

Maravilhosa como sempre :)
Beijinho.

Sérgio Aires said...

A sombra (pela metade ou inteira) é o orginal mas sem mácula. Adorei.

ruimnm said...

Mais uma sombra poética.

Eduardo P.L said...

A LUZ da outra metade te completa!

Caçador said...

e a outra um piano. uma das teclas está solta. creio que é aquela ali à esquerda. não me lembro bem. tenho música em mim. tanta música. as pessoas passam e não sabem. não sabem que sou piano. só vêm a sombra e a linha da sombra. e tábuas onde são teclas. e passam apressadas e não sabem. passam e não tocam. não me tocam. as teclas são para ser tocadas. senão morrem. definham e estreitam-se com riscos. como gritos que já não grito. há tanto tempo que não toco. que não me tocam. não ecoo. e tenho tanta música em mim. cá dentro. na ponta das teclas que este sol revela. que o sol ocultará quando rodar e se puser. mas vai voltar amanhã. e no outro dia. todos os dias. mas a música. quem vai fazer soar a música. há tanto tempo que ninguém me toca.
metade da mim é piano. metade de mim é sombra.

João Menéres said...

L.REIS

Deves estar bem feliz com o CAÇADOR !
Eu fiquei maravilhado !
Parabéns para os dois.

C.Sampaio said...

Caçador: QUE QUERES QUE TE DIGA?!...O que é que se diz perante sobre as coisa que, de modo absoluto, nos surpreendem? Nada...não se diz nada...

João: Obrigada João! Tens toda a razão!

Remus said...

Um grafismo genial.
A relação entre a fotografia e o piano é sublime.
Muitos parabéns.

Leonor said...

mas é de bocados mesmo que fazemos a vida, não é?